quinta-feira, 29 de maio de 2014

10 Perguntas com Marcelinho Ribeiro, o Rato





Primeiro técnico após o retorno do basquete em Mogi das Cruzes, responsável direto pelas vagas conquistadas para a elite do Paulista e do NBB, e ao meu ver o técnico que implantou o espírito guerreiro que hoje é marca registrada do time.

Marcelinho Ribeiro, o famoso Rato

Quando procurado pelo blog como sempre foi muito educado e nos atendeu prontamente.

Vamos as perguntas:

1. Através de quem você chegou ao Mogi?

Eu já era técnico da UNIP quando dei bolsa de estudos no curso de Educação Física para o ex atleta de Mogi Danilo Castro. Conversamos sobre a possibilidade de fortalecermos a equipe universitária da Unip, a fim de jogarmos o campeonato paulista.

O Danilo foi convidado para participar de um jogo festivo de ex atletas de Franca, contra ex atletas de um combinado Sírio / Monte Líbano. Durante estes jogos iniciou uma conversa com o Nilo a respeito de montar uma equipe com parceria da UNIP.

O Danilo me ligou e marcamos uma reunião com o Nilo em Mogi. Após os primeiros contatos a ideia foi criando corpo, porém a cidade já tinha uma equipe modesta conduzida pelo Técnico Erasmo. Com algumas reuniões analisamos os prós e os contras e o Nilo decidiu fazer a primeira parceria com uma participação modesta da UNIP. Com os contatos e conhecimentos do Nilo como secretário de esportes, novos parceiros surgiram e assim demos inicio ao projeto.

2. Quando iniciou o projeto você acreditava que iria dar tão certo?

O projeto tinha tudo para dar certo. Uma cidade com histórico favorável, o secretario de esportes empenhado, a diretoria na época (Danilo, Ewerton) na mesma sintonia e trabalhando muito, a comissão técnica (Eu, Erasmo e Eric) e o departamento médico (Atilio e Guilherme) trabalhando duro, assim o resultado só poderia ser favorável. Lógicamente tivemos uma participação marcante no primeiro campeonato oficial disputado pela Federação Paulista de Basquete, o Torneio Novo Milênio. Tivemos uma classificação sofrida na casa de Americana contra a equipe local e no ultimo e emocionante jogo da serie melhor de 3 com resultado de 2 x 1 para Mogi.

Como profissional já experiente, eu tinha certeza que tínhamos muitos ingredientes para o projeto ser vitorioso e sempre acredito no meu trabalho. Eu tinha plena confiança e certeza que o projeto daria certo, porém não tão rapidamente, pois como é do conhecimento de todos, o que eu consegui neste prazo, muitos demoram anos.

3. Depois da estreia com pouquíssimos torcedores qual foi à sensação de ver o ginásio lotado?

A sensação é maravilhosa, por que quando iniciamos o projeto determinamos nossos objetivos e um deles era manter a equipe competitiva para classificarmos para a disputa do campeonato paulista da A1 e conquistar novamente a belíssima torcida mogiana. Com o passar dos jogos atingimos estes objetivos e o torcedor voltou.

4. Jogar em casa foi um diferencial na conquista da vaga?

Sim, com toda certeza por que a equipe pode estar próxima de sua torcida, próximo de seus familiares, dormir em suas próprias casas. A estrutura oferecida pela cidade t propiciou um bom rendimento da equipe na disputa.

5. Qual a importância da dupla argentina na Super Copa Brasil?

A equipe estava necessitando de mais jogadores em virtude de contusões de alguns deles (Gustavinho). A chegada do Cortes e do Pitu nos trouxe a possibilidade de ter mais opções táticas e técnicas, pois a nossa espinha dorsal (Filipin, Thomas, Ridick) sempre foi competitiva.

6. Qual o momento mais marcante no comando do Mogi?

Honestamente são muitos, desde a classificação em 3º lugar no Torneio Novo Milênio que nos daria o direito em quadra de jogar o Campeonato Paulista. O vice-campeonato na Holanda. O 3º lugar na Copa Brasil e sem duvida a tão sonhada classificação para o NBB com a conquista da SUPERCOPA BRASIL.

7. O bom trabalho feito em Mogi te rendeu bons frutos?
Sem duvida, um trabalho realizado com conquistas expressivas fica gravado na memória e no histórico da cidade e proporciona um reconhecimento profissional fantástico.

8. Quais foram seus projetos depois que saiu de Mogi?

Meus projetos continuam, pois mesmo sendo técnico sempre mantive em paralelo outras atividades. Trabalhei com a equipe adulta de basquete masculino do Paysandu no campeonato Paraense, fomos vice-campeões estadual.

Aguardando novos projetos com basquete.


9. O que faz atualmente?

Trabalho com treinamento individual de atletas, desenvolvo projetos na área de esportes, assim como campeonatos em outras capitais do Brasil. Mantenho parceria em captação de talentos com uma universidade americana e dirijo uma empresa de eventos e consultoria.


10. Ver Mogi em uma semi final do NBB sabendo que tudo isso é também fruto do seu trabalho, afinal a base foi você quem montou.

Fico muito contente por que sei que no comando do projeto tem pessoas competentes que trabalham para a manutenção e crescimento da modalidade. Gostaria de destacar o trabalho do Secretário de Esportes Nilo Guimarães, do diretor Ewerton Komatsubara e em especial o Prefeito Marco Bertaioli.

Parabéns Mogi das Cruzes.


Uma grande abraço a este profissional incrível que cumpriu todas as metas estabelecidas e devolveu o basquete mogiano ao seu lugar de direito, a elite nacional. Tenho certeza que todos amantes do basquete mogiano são muito gratos a você.

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