segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Equipe...

A maior derrota que Mogi teve no panela de pressão não foi para o Bauru, quanto a isso os mogiano podem ficar de cabeça erguida mesmo perdendo a disputa final o Mogi conquistou o respeito de todos que não o conheciam, em seu primeiro torneio internacional chegou a uma final, onde a qualidade técnica do banco do Bauru foi decisiva para a vitória do time da casa, de modo geral o retrospecto da Sul Americana é muito positivo, o único demérito mogiano foi não conseguir manter a equipe unida.
Que o clima entre Pago Garcia e Daniel Alemão não estava bom já era de conhecimento de todos após declarações do pivô e replicas do treinador via imprensa, algo que até então era um descontentamento mutuo onde parecia ser possível um convívio pacifico, algo que não se sustentou no calor da final.
Daniel Alemão demonstrou mais que insatisfação com o treinador, deu um belo exemplo de insubordinação, que só não foi mais grave do que deixar todos seus companheiros de time na mão. A grande força do Mogi na temporada passada foi a união do elenco, foi assim que venceram jogos ditos impossíveis, chegaram a uma semifinal após reverter um 2 x 0 em uma série melhor de 5.
O elenco atual é mais gabaritado tecnicamente mas não tem a mesma sintonia que o elenco da temporada passada, não são todos os jogadores que jogam pelo time, alguns querem apenas se autopromover enquanto outros realmente dão o sangue pelo time. Não vem ao caso citar nomes isso já é algo visível. A diretoria ficou de sentar e conversar sobre o ocorrido ainda nessa semana.

Alemão não é o primeiro jogador a se estranhar com o treinador Paco Garcia, Toledo, Babby e outros já saíram do Mogi por esse motivo, a diferença entre os dois é que Toledo honrou seu contrato até o fim, o desrespeito do treinador com alguns de seus comandados não é de hoje, quantas vezes ele não veio a publico criticar um ou outro de seus comandados, trazer ao conhecimento publico assuntos que deveriam ser discutidos dentro do vestiário, por esse motivo achei estranho a surpresa dele quando um dos jogadores fez o mesmo.

Mas o temperamento ou destempero do técnico não justifica um jogador deixar seu time na mão em qualquer jogo, agora em uma final de campeonato é algo inadmissível, se fosse eu a tomar essa decisão dispensaria os dois Paco por não conseguir manter seu grupo unido e como uma criança mimada sempre entrar em atrito com seus comandados e Daniel Alemão também por agir como uma criança mimada e cruzar os braços e fazer biquinho quando seus companheiros mais precisavam dele, quando a cidade que pode não ser a dele mas que ele aceitou defender mais contava com ele para honrar nossa camisa nessa histórica final, nossa primeira final internacional.

Espero que quando falarem desse jogo esse papelão seja esquecido e todos se lembrem que uma equipe com apenas 4 anos que disputou todos campeonatos de acessos e sempre conquistou suas vagas na quadra, uma agremiação que em quatro anos saiu do Torneio Novo Milênio e chegou a final da Liga Sul Americana de forma honrosa.

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